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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Portugal, Cem Limites: Mens Agitat Molem

 
Castro de Santa Tecla, Idade do Ferro, A Guarda, Galiza.

Compreende-se melhor a identidade dos povos do oeste da Península depois de visitar este lugar: a foz do Minho, no último extremo da terra antes do Atlântico. Aqui fez-se Galiza e Portugal antes de nascer Cristo e conhecia-se o símbolo da mais antiga cosmogonia: Ar, Fogo, Terra, Água e Espírito ou Verbo, Luz, Matéria, Vida e Vontade para sublimá-la. Longa vida aos filhos dos gróvios!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mágicos: Brancusi

Young Bird (Pássaro Jovem), 1928, col. Museum of Modern Art, Nova Iorque. (c) Artists Rights Society, Nova Iorque/ ADAGP, Paris

The Newborn (O Recém-Nascido), 1915.

"O que é real não é a forma aparente mas a ideia, a essência das coisas." Constantin Brancusi (1876-1957)

Num percurso que vai desde a admiração das formas primordiais da escultura africana à utilização da esfera alongada no valor de Phi como bloco de construção, Brancusi provou outra realidade que não vemos e descobriu que as ideias têm forma. Os puros arquétipos tornam-se reais!

Ícones: R.D. Congo

Nkisi-Nkondi, Kongo-Yombe, referidos também como Bacongo (do baixo Congo), séc. XVIII-XIX, col. Barbier-Mueller. Os nkisi são feitiços/ entidades criadas pelos povos da bacia do Congo para combater os maus espíritos e punir malfeitores. Os pregos e lâminas eram cravados para despertar o poder da entidade sempre que era invocada e serviam também para selar um pacto com quem pedia um resultado. Os nkisi de uso coletivo eram Nkondi, muito mais poderosos; alguns estiveram ativos por gerações, tinham nome e reputação.

Constantin Brancusi, The First Step, 1914. O corpo desta escultura foi destruído pouco tempo depois pelo escultor e a cabeça transformada na obra The First Cry, o que é coerente com a direção menos figurativa que seguiu no seu trabalho, em busca das formas essenciais e da linha que une todas as coisas.

"Desfiz a matéria para encontrar a linha contínua. Quando compreendi que não a encontraria, parei..." (Brancusi). Na verdade, se alguém já encontrou essa linha terá sido ele.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ícones: Bamana

Máscara koré surukuw (hiena), Bamana, Burkina Faso ou Mali, séc. XIX, col. Heini Schneebeli. (c) Bridgeman Berlin. A sociedade Koré é a sexta e última do percurso de iniciação dos Bamana, a que concede o conhecimento do deus Criador; está ainda dividida em oito graus, onde os surukuw ocupam o 6.º. Quando dançam, representam a perfídia e a "baixa" inteligência humana na ilusão de compreender a inteligência divina, como a vida da hiena se compara à do leão.

Maiastra, 1910-18, Museu Guggenheim. "Quis mostrar o Maiastra (pássaro mítico da cultura popular romena) a erguer a cabeça, mas sem sugestão de orgulho, altivez ou desafio.." Constantin Brancusi

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Portugal, Cem Limites: Algarve (Silves), séc. XII

Lápide e bocal de poço, Silves, séc. XII, Museu Arqueológico Municipal. No Gharb Al-Andalus vivia-se o período moçárabe, mas haveria uma escola que ensinava uma harmonia maior?
 
Primeira síntese medieval do tetragrama hebraico e da trindade cristã, por Petrus Alphonsi, judeu Andalus convertido ao cristianismo no início do séc. XII. Explica o antigo nome de Deus nas interseções da trindade trifronte - a causa do começo e (da consciência) do ser.

Ícones: Fang, Baule e Max Ernst

 
 
Máscara Goli Kple-Kple, Baule, Costa do Marfim, séc. XIX, col. Brooklyn Museum. Usada em celebrações coletivas pela sociedade Goli, numa dança de quatro máscaras em pares que representava sucessivamente a juventude e a idade adulta, o papel social de mulheres e homens; a kple-kple figuraria o espírito masculino juvenil na sua ambiguidade, de alegria criadora e de potência destrutiva.
 
 
Guardão de altar-relicário (éyéma-o-byéri), Fang (cultura ntumu), Gabão ou Camarões, séc. XIX, col. particular. Expo. e publ.: 1936, Jacques Seligmann Gallery; 1937, Brooklyn Museum. Yale - Van Rijn African Art Archives. (c) Sotheby's


Max Ernst, Moonmad, 1944, col. Philadelphia Museum of Art. (c) Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, Paris